quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Sento-me no chão
Está frio o pão
Liberto da mão
Toda a minha Paixão

Anseio por um dia
Espero uma via
Procuro uma guia
Que me leve da Solidão

Talvez noutra vida
Na próxima ida
Encontre a saída,
do labirinto do Não

Perco-me na escuridão
Sou navio sem capitão
E nesta imensidão
Aguardo o calor de um Coração

terça-feira, 10 de julho de 2007

Andebol de Praia-Edição Pedrogão: Mas que raio se passou???

Não podia estar mais desiludido na vida com uma competição de andebol. Acostumado como estou a certos problemas na organização destes eventos, seria de esperar que não desse muita importância, o problema é que este passou dos limites.
Afirmo categoricamente que foi um escândalo e um "nojo", a edição deste ano do Andebol de Praia do Pedrogão. Peço desculpa a todos os envolvidos na organização, mas é a pura das verdades. Um torneio conhecido a nível nacional pela sua competitividade, espectacularidade, e excelente coordenação de recursos humanos, foi abalado até à última pedra.
2007 é decididamente o ano de viragem em tudo o que eu acreditava sobre eventos desportivos em Leiria. Começando pelos atrasos de 2 horas para se poder dar início à competição em si, indo até à falta de pessoas para trabalhar nos contadores de jogo, mais ainda com a lacuna de equipas em sub-16 femininos, falta de competitividade de equipas nos séniores tanto masculinos como femininos, deu azo a uma diminuição considerável de espectadores, jogadores e outros envolventes de anos anteriores. Cerca de um terço das pessoas do ano passado. Outra questão, demorou cerca de 30 minutos até uma ambulância aparecer para levar uma jogadora que se lesionou na zona do pescoço.
Por tudo isto e outros aspectos relativos a questões de árbitros, considero que o torneio foi o maior fracasso na história do desporto em questão.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Primeira aula de condução

Pois é gente, comecem a ficar em casa porque aqui o Menino, já anda a bombar na estrada. Ontem foi a minha primeira aula de condução, e para aqueles que lêem isto e pensam "deve ter batido logo que ligou o carro", isso é pura especulação. Nervoso como tudo, aguentei a carga e decidi avançar com cuidado e segurança.
Parecendo que não, foi uma viagem tranquila, sem grandes intervenções do instrutor, apenas quando do meio do mato apareceu um camião pronto para entrar na estrada, quase nos abalroou. Mas com reflexos de felino e sangue frio, desviei-me a tempo. Digo-vos que adrenalina que dá conduzir. Assim que acabei a aula, já estava pronto pra outra.
A sensação é demais, e ainda logo na primeira aula fiz inversão de marcha e estacionei, um dia em grande.
Espero muito em breve andar a conduzir por aí a visitar o pessoal amigo, e a conhecer novos sitíos, sim pq depois vou comprar um gps, para poder ir a qualquer lado. HEHEHE

domingo, 1 de julho de 2007

Torneio de Andebol de S.Pedro de Moel

Há já algum tempo que não escrevia aqui no blog, grande parte porque não tenho tido ideias para escrever nem tão grandemente tempo para escrever alguma coisa. Mas agora, finalmente tenho assunto para escrever, e é um grande tema. Mais uma vez, pelo terceiro ano consecutivo, a praia de S. Pedro de Moel do concelho da Marinha Grande recebeu a primeira prova do ano desta competição e desporto que é o campeonato de Andebol de Praia. Este ano a nível regional, com cinco torneios.
Partindo do princípio que tudo seria melhor, e foi, lool, devo desde já, felicitar uma equipa que jogou muito bem tanto no seu escalão, como no escalão superior ao seu. Em sub-16 femininos, e séniores femininos. Parabéns a equipa de Valongo do Vouga. Devo também felicitar as outras equipas pelo belo espectáculo que deram e a maneira como contribuíram para o desporto. Em séniores masculinos a "Liga dos Últimos" recebe os parabéns pelo primeiro lugar obtido, os "Empregados do Comércio" em sub-16 masculinos também pelo 1º lugar.
Continuando, o fim-de-semana foi vivido ao rubro no areal de S.Pedro, e nos bares e discoteca "Snoobar" daquela pacata localidade. Devo dizer que foi um prazer enorme participar neste acontecimento, mesmo na posição de árbitro. Além disso perdi os meus óculos, o que significa que agora tenho de comprar uns novos.
Conheci gente fantástica, reencontrei velhos amigos, fiz novos, e claro meninas lindas, boas jogadoras e muito simpáticas e divertidas. Adorei a experiência, e claro agora que venha o Torneio do Pedrogão

domingo, 6 de maio de 2007

Love is a great bitch

Sonho com o dia em que encontrarei aquela felicidade prometida. Já nada me alegra como antigamente. Mais velho, a cada hora passada, um ano desaparece em memórias. Tão distantes, longínquas na minha mente. Por momentos julgo que me vou perder no abismo existente, que foi nascendo e crescendo no meu interior.

Travo batalhas todos os dias, dentro e fora do corpo. Luto contra a sociedade conformada e geradora de caos, mas no fundo estou lutando comigo.

Não sei o que fazer, que dizer, que procurar, anseio por algo que parece destinado a outro. Batalho arduamente, fraquejo e volto a levantar-me, e nada resulta. Se ao menos ela estivesse comigo. Mas quem é ela? Interrogo-me pois parece que não a conheço, e no entanto sei onde mora, o seu nome, os seus olhos tão brilhantes. Nada sei ao certo, a seu respeito. Parece que ela faz de propósito, cria barreiras de aço, impenetráveis, pelo menos para mim. O amor é fodido. Sem nunca o ter sentido, afirmo sem hesitação. È fodido, não ter coragem para lhe dizer, e sofrer a cada segundo por ela.

Vagueio por cidades que penso conhecer, por pessoas que a todas desconheço, mas que pensam que sabem de mim. As pessoas acreditam que sim, que me conhecem, se soubessem a verdade, não sei, se ela suspeitasse sequer. Acho que ela já descobriu, e por isso faz o que faz, bem demais até, afasta-me, afasta-se, e permanecemos assim demasiado longe um do outro. Acho que isso a faz feliz de alguma maneira, sinto que ela tem medo de algo. Do quê? Essa resposta não a tenho. Lanço teorias para o ar, terá ela medo do que a sociedade pode pensar ou dizer? Pressões destas são comuns nas decisões de jovens como ela e eu. Mas eu há muito que deixei de ligar ao que os outros falam, ou imaginam, apenas ela me interessa.

Ou se calhar ama outro, esta então trespassa-me, qual faca na manteiga. Quase me mata de angústia, medo, tristeza, dor. E liberta em mim sentimentos que nunca procurei- ódio, raiva, morte.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

a Arte de Bem Escrever

Escrevo, e volto a escrever, bem ou mal, isso já não sei. Escrever é uma arte, conseguida na perfeição apenas por poucos génios, que surgem em diferentes eras, com propósitos alternados. Saber escrever bem, é difícil, não se trata de grafia correcta, gramatica certa, mas sim do sentimento, da intenção que se quer dar. É uma missão, um objectivo final. Necessidade de pensar naquilo que se quer dizer, do que se quer mostrar, do que se quer dar a entender. Ao longo dos anos tenho pensado neste assunto, penso na melhor maneira de escrever um livro, uma história que fique na mente das pessoas, que as faça pensar, ou mesmo acreditar, realizar o quão erradas ou certas andam.
Aprender a escrever é trabalho árduo, a mente cansa-se de trabalhar, de matutar, no assunto. Procura a todo custo saber entender-se, descobrir-se. Podem pensar que estou apenas a alucinar, ou que procuro insinuar as pessoas a escrever. Meus amigos nada disso, apenas quero dizer que gosto de escrever, gosto de ler. Vocês façam o que quiserem, mas um conselho, podem aprender muito da vida através deste processo externo e interno.
Compreender o mundo, a sociedade, as pessoas, a mim mesmo. Tudo demasiado complexo e ao mesmo tempo simples, dependendo da abordagem.

Já a algum tempo que n escrevo no blog, era capaz de jurar que me fazia falta fazê-lo. É bom ver que embora tenha quase "desaparecido", n sou de maneira nenhuma esquecido. Faz-me bem sentir esse afecto, e poder retribui-lo. Hoje tive mesmo a sensação de que se desaparecesse da face da terra, alguem iria sentir a falta, alguem iria ficar triste, e n estou a falar da minha família.
Tudo isto é bom. Sentimentos a parte, as aventuras continuam. Hoje tive mais uma, desta feita com o Marco, o gajo das Cortes. Grande amigo, tipo fino e mt porreiro. Conversar, rir, correr e andar de transportes em busca de um pingo doce aberto, é de homem, mas cm companhia assim, entao ainda mais divertido é. O Ivo teve jogo, voltou a perder, mas é dificil jogar contra bofias do tamanho de autocarros, e sem guarda-redes.
A vida é tramada, umas vezes estamos bem, outras bem pior. Sabendo disto, devo dizer a quem ler isto, lutem pelo que acreditam, n sejam conformistas e trabalhem mt. Eu luto por um mundo melhor, por trabalhar, por poder viver.