segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Bem, isto está mesmo mau, ao que parece já não escrevo aqui no blog desde Agosto de 2009, e já vou em Fevereiro de 2010. Portanto quase 6 meses, meio ano. E mais uma vez é já tarde de madrugada, e nestas alturas pelos vistos tenho uma certa inspiração para escrever. Estou a assistir à SuperBowl, coisa incrível visto que é um desporto tipicamente americano, e desde já peço desculpa pela falta de acentos, mas não me está mesmo a apetecer escrevê-los, dá um enorme trabalho, no fim faço a edição do texto. Como diz o grande músico e artista Mário Dias, só durante a madrugada me sinto capaz de pensar, sentir, e escrever o que me vai na alma. A mim é principalmente pelo silêncio que se abate na terra escura, húmida, e pela solidão momentânea que nasce a cada segundo que passa. Apenas o barulho dos animais nocturnos me desliga da minha melancolia mórbida e crónica. Dia 21 deste mês vou para a Holanda, não se preocupem é só durante uma semana, depois volto, em princípio vou faltar as aulas durante 3 dias, nada de mais já que durante o semestre passado não falhei nenhuma, não há de ser por isso que vou ter pior nota.

Acabei o semestre num instante, fiz tudo à primeira e agora é só desfrutar do tempo livre. Divido o meu tempo entre o computador e os meus amigos. Se bem que gostaria de passar mais tempo com eles, mas a família também e importante. A Amparo esta sempre preocupada comigo. Provavelmente em breve deixarei de usar o blogspot para publicar as minhas memorias, experiências, etc. Vou usar outro site. Que acho melhorzinho, mas até lá continuo no bom e velhinho blogspot.
Pois e, embora não tenha dito nada aqui, tenho registos engraçados nos meus cadernos, alguns pensamentos que tenho tido, coisas de que me lembro, enfim banalidades e trivialidades.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Madrugada

Estou sem vontade nenhuma para escrever, e no entanto é o que se vê. Aqui estou eu mais uma vez agarrado ao pc, a escrever no blog, não que o faça muito, mas de vez em quando lá aqui meto qualquer coisa. Nunca sei se é alguma coisa de jeito porque acredito que arte não poder ser criticada, apenas se pode dizer que se gosta ou não, pronto, fica assim, não se diz mais nada. Invariavelmente há sempre alguém que critica e nessas alturas responde-se faz tu melhor, não te lembras-te de o fazer. E aí as pessoas calam-se e não dizem mais nada. São 3 da manha, nos USA pelo menos na costa este são provavelmente se não me engano nas contas 10 da noite, boa hora para sair com os amigos e ir beber um copo, conversar um pouco, jogar umas cartas ou um dominó, qualquer coisa assim. Pelo menos é o que eu faço, não gosto de estar muito tempo em casa sem fazer nada, demasiado enfadonho, boa expressão realmente, isso e já me estás a enfadar, sim porque o chatear já deu o que tinha a dar. Agora ando numa de ouvir os anos 80, sempre gostei, principalmente porque nasci durante essa mítica década, mais precisamente em 88. Chamem-me o que quiserem mas ando a ouvir Journey, Air Supply, Hall & Oates, entre outros, ou seja, rock baladas e muito pop electrónico com refrões bastante fáceis de decorar e que despertam em mim um saudosismo demasiado grave. Sim porque eu sei quando me sinto "blue", não preciso que me digam, mas a questão é que eu até gosto de andar de vez em quando assim, porque penso melhor nas coisas, meço as consequências muito melhor, e claro nestas alturas a minha imaginação vai ao rubro, "over the top", deixo-me levar por ela e acabo por ficar completamente estarrecido a olhar muitas vezes para o vazio e com cara séria, que querem é a minha cara normal, não posso andar sempre a sorrir, não é saudável, pelo menos para mim não.
Pois é para quem não lhe apetecia escrever, já aqui está um texto engraçadito vá lá, porque afinal eu posso criticar a minha "arte". Estou aqui a pensar e apetece-me viajar, assim para fora do país, realmente acho que me faz falta espairecer, mudar de ares. Estou a pensar seriamente em ir à Holanda, tenho um amigo que vai para lá em Erasmus e já disse que eu era benvindo, sendo assim sou bem capaz de aceitar a oferta, ainda para mais porque sempre gostei da Holanda e dizem que as pessoas são simpáticas.
3 e 15 da manhã, e estou a ouvir uma música dos Ornatos Violeta. Capitão Romance sempre suscitou em mim um sentimento azul, ou seja, de introspecção, acabo sempre por pensar em alguém ou alguma coisa sempre ouço esta música, e ainda mais quando um norte-americano canta português daquela maneira, ou é muito bom, ou então treinou bastante. Eu vi mas não agarrei, esta frase diz muita coisa. A mim diz, lembra-me que ela foi embora, tinha de ir e nada podia fazer, no entanto espero que volte para o ano, mas acredito que não me vai dizer nada. Nem surpresas, nem um olá, ou adeus. Se vier vai acabar por voltar e depois dizer-me, desculpa esqueci-me de te avisar. Jesus quanta mentira já ouvi eu, acreditem, alguém conseguir enganar-me é difícil, sou demasiado "non-believer", podem dizer que é defeito, mas é feitio, e qualidade, suspeitar de todos é que me tem mantido vivo até agora. Eu sei que parece mal, mas é verdade, mais tarde ou mais cedo descobrem-se as coisas e nada é como diziam.
Bem tou farto, depois digo alguma coisa. =P

terça-feira, 7 de julho de 2009

A lua está bonita

Hoje a lua está bonita, como tu, é noite de lua cheia, e desde que me lembro, que me perco a olhar para ela, fica tão bem assim brilhante, amarela, pálida, branca. Olho para ela, para ti, deixo-me levar por ela num turbilhão de imagens, de sonhos e ilusões. E assim fico, esquecido de tudo, sozinho com ela, contigo, imagino um abraço, o nosso abraço. Vejo-a no céu e a ti na terra, ela reflecte a tua beleza, já que o horizonte não permite ver-te, pedi à lua para ser o teu espelho, para me deixar olhar para ti, por ela.

Vinha no caminho a ver a lua, a ti, e imaginei que somos tal como aquela história da águia e do lobo, eu lobo de noite e tu águia de dia, e assim ficamos sem nunca nos ver, apenas na lua te vejo, apenas nela me perco contigo, com ela. A diferença não é muita, mas o suficiente para eu acordar e tu ainda mal teres adormecido, eu adormecer e tu mal teres acordado. Ainda para mais, parece que me deixas, sozinho, não falas comigo, eu falo contigo, com ela, mas o som só viaja numa direcção, e o eco é a mais pura das mentiras.

Não me perdoo de to ter dito, pelo menos tão tarde, devia ter sido mais cedo, antes de qualquer ida tua de volta, com ela, para ela, contigo. Fugiste assim que soubeste, mentira, eu é que fugi, não disse, escrevi cobardemente, como quem tem medo de morrer, quem tem medo de enfrentar a vida, foi assim que te enfrentei, contigo, comigo, com ela. Ela, a lua, deixou-me ficar e viu-te partir, não me disse nada, não me avisou, por outro lado já tu o tinhas dito, já tu me tinhas informado da tua partida, há muito tempo, não é desculpa válida. Eu sabia, e tu não, eu escrevi e tu não, ficas-te a ler, a contemplar o que tinha escrito, e respondes com a razão, aquela que eu perdi faz tempo, tempo desde que te conheci, não a primeira em que te vi, mas a primeira em que falei contigo, com ela.

Apaixonei-me por essa tua vontade, por essa força que tens, pelo teu ser amoroso e solidário, humilde e carinhoso, por toda aquela luz que emana de ti, porque a ti a lua te deu a benção, e a mim apenas o reflexo do que és, apenas uma mísera parte do que representas para mim, para ela. Caeiro disse pensar é sentir, tocar, cheirar uma flor, mas não consigo porque tu não estás aqui comigo, vejo-te, imagino-te, naquele reflexo lunar que me aprisiona a essa luz que emana de um astro que aprendi a amar, um pedaço de terra que brilha no céu estrelado, e que nem as estrelas todas juntas conseguem ofuscar.

A noite está linda, o céu está limpo, a lua está cheia, cheia de ti, de mim, de nós. Consegues ver-me, sentir-me na lua. Eu consigo, ver-te, imaginar-te a olhar para ela, como eu olho, como ela. É tarde, e a noite não me deixa continuar, pede-me vagarosamente que me deite, adormeça e que vá sonhar, contigo, com ela, com nós.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dás-me azar

Dás-me azar, dás-me azar, dás-me azar. Desde que te conheci que a minha vida tranquila se transformou num turbilhão de emoções, pensamentos, ideias, vontades, demasiado para mim, para o meu coração. Passo horas a pensar em ti, em nós, no passado, presente mas sobretudo no futuro, perco-me nesses “filmes” que invento a todo o minuto, perco-me nas palavras que trocámos, guardo a mensagem que enviaste, a última que recebi de ti. Prezo esse último momento em que eu e tu nos podíamos ver. Agora não dá, estás longe, do outro lado do mundo, e posso dizer que és a “mulher da minha vida”, aquela que nunca mais vou ver, aquela onde perdi a minha razão e ganhei um coração. Se perguntares a qualquer dos meus amigos verás que não te minto, estou lá com eles, pelo menos o meu corpo, o resto vagueia contigo, procura-te nos meus pensamentos, nas minhas memórias. Atravesso o sistema solar quando olho para a lua, e volto num segundo ao local onde estás, ou pelo menos onde penso que estás.

Dás-me azar já te tinha dito, mas não me canso de o dizer. Perco tudo, qualquer jogo, já nada me dá prazer. Jogava à sueca e ganhava, desde que partiste deixei de ganhar e agora já nem jogar posso, é proibido agora. Desde que partiste o meu carro já teve de ir para o mecânico, escaper partido, discos empenados, pára-choques partido, farol partido, o azar persegue-me, e a culpa é tua. Dizem eles “azar ao jogo, sorte ao amor”, mentira, dás-me azar em tudo. Estou a dar em louco, estou a ficar cego, estou a ficar com o cabelo branco. A minha cabeça vai explodir e o coração partir. Vai partir para ir ter contigo, a minha mente vai com ele, mas feita em pedaços, pode ser que o consigas montar, duvido, primeiro vais ter de conseguir apanhá-lo.

Dás-me azar, aquilo que escrevo está a perder o sentido, já nem uma frase direita consigo escrever, e a culpa é tua, não me deixas parar de pensar em ti, de gostar de ti, de amar a ti. Sou um cobarde, nem contigo consegui ficar, a distância separa os nossos corpos, tu não queres, mas não quiseste evitar, como que quiseste jogar comigo, brincar um pouco a ver até onde eu era capaz de ir. Cheguei à meta e quase desfaleci, batimento cardíaco irregular, com picos a cada inalação, os pulmões do tamanho de laranjas, ofegante, tonto, cheio de ilusões. Morri nos teus braços, culpa tua, cai no chão e ali fiquei a olhar para ti, o teu cabelo loiro ao vento flutuando, e esses olhos, esses malditos olhos castanhos onde me perdi, assim ficaram a olhar para mim com ar vitorioso e no entanto quase choraram. Eu chori, não lágrimas, antes sangue, chorei por dentro, senti todo o meu corpo a chorar, derrotado daquela maneira, por uma coisa tão insignificante, e tu bela dali voaste, foste embora, abandonaste-me, e eu perdi-te.

Dás-me azar, perdi-te duas vezes, no Porto, no meu país. Fugiste com medo, não de mim, de nós, imaginaste como eu imaginei, como seria o nosso futuro, nós dois juntos para sempre, a “mulher da minha vida” por quem me apaixonei não à primeira vista, mas sim na segunda, terceira, quarta vista, cada vez que te via, mais depressa crescia este amor que agora sinto. Cresceu a olhos vistos, parecia uma criança que salta anos de desenvolvimento desde bebé até à adolescência numa questão de dias, e em semanas era já um jovem adulto pronto para enfrentar o mundo, enfrentar-te a ti, foi ele que me remeteu à loucura, à cegueira, foi ele que me deu coragem de te dizer o que sentia, o que sinto, o que não quero deixar de sentir. Pediste-me desculpa, eu é que o devia ter feito, disseste-me “don’t worry”, como posso acreditar nessas palavras se foste embora, se me abandonaste, se me deixaste a mim e aos meus pensamentos, ao meu amor por ti, se me condenaste ao infortúnio, dás-me azar. Fiquei eu e os meus “filmes”, os meus argumentos, os meus guiões, as personagens separam-se no início da película para não mais se encontrarem, nunca daria resultado disseste, somos de mundos diferentes, no entanto ambos se chamam Terra.

Dás-me azar, dás-me azar, dás-me azar, já nem dormir consigo, nem no sono me dás descanso, nem nos sonhos tenho sorte. Dás-me azar, perdi-te no mar, o horizonte levou-te, e deixou-me deste lado a admirá-lo à espera de te ver, nunca na minha vida olhei tanto para ele, o Oeste, para a Lua, para o céu, as nuvens, para o infinito da minha mente, procurando ver-te. Dás-me azar sabias?

Penso em ti

Já pensaste como me custa ficar assim, sem ti, sem ninguém? Apenas eu, e só eu. Simples vagabundo errante, por esse mundo fora ando, tento esquecer-te, apagar-te da minha memória, das minhas recordações, aqueles momentos que passámos juntos, poucos mas sempre bons. Fazia-te companhia e tu a mim, ficava só enquanto falavas com as tuas amigas, e perdia-me assim a olhar para ti. Imaginava um futuro a teu lado...

Ainda o faço e no entanto aí estás tu, e eu aqui fiquei, à espera de um dia talvez, voltar a ver-te, voltar a sentir-te, tocar os teus cabelos, sentir o teu perfume, ouvir a tua melodia que me enfeitiçou e levou contra as rochas da amargura, da solidão, assim perdido, esquecido, esventrado de qualquer sentimento por outro alguém senão tu. Abandonas o meu corpo moribundo nessa estrada perigosa, reflexo de um inferno...

Um inferno escuro, sombrio, de trevas deixadas assim, almas perdidas como a minha agora ficou. Procuro por ti, "procuro à noite um sinal de ti, quem eu não esqueci". E não quero esquecer, ficar sempre contigo é o que desejo, abraçado, enlacemos as mãos e assim fiquemos à beira rio, ver o tempo a passar, tudo a mudar e nós sempre iguais aos olhos um do outro, tu a mulher que amo, e eu o felizardo que quiseste aceitar.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

América

Preciso de 600 euros. Não perguntem para quê, porque respondo já. Tenho de ir para a América, EUA mais concretamente. Agora mais do que nunca estou completamente obcecado. Não passa um dia, um minuto que não pense neste assunto. Merda para isto. Estou farto da minha vida de treta, e ainda por cima acho que estou como se diz A........o, vocês percebem. O pior de tudo por uma americana, sou mesmo idiota, deixar-me apanhar assim por alguém de tão longe e que nunca mais vou ver na vida. Tudo começou à cerca de um mês, maldito fim-de-semana, mania de querer conhecer pessoas de outros países, e outras culturas.
Sou doido, já sabia mas, agora sou idiota. De que me serve ser inteligente ou ter muitos amigos, se o que quero está inacessível. É que ainda por cima ela não vive em Leiria, mora no Porto. Merda para isto. E em Junho volta para o país dela, para nunca mais a voltar a ver. Se ao menos tivesse 600 euros e coragem para ir também, começar do zero. Deixar de estar dependente, fazer aquilo que mais gosto, estar com quem mais gosto.
Um chapadão é o que eu mereço, para ver se acordo deste sonho. E para quê ir, para quê preocupar-me com isto, ela muito provavelmente não sente o mesmo. É sempre assim, o resultado é sempre o mesmo, Márcio 0-1 Desilusão.
Se soubessem a alegria que me dá falar com ela, mesmo que só por mensagem. Fico ansioso pela resposta e em êxtase sempre que a recebo. Vou ao céu e venho numa questão de segundos. Serás minha um dia? E eu, serei teu um dia? Um dia, é o que peço. Quero mais mas temo em pedi-lo, pois quando assim acontece, a sorte não me protege.
Sonho com ela, connosco, a minha americana e eu o seu português.

terça-feira, 11 de março de 2008

Um Sonho Bom

No outro dia sonhei com ela. Estávamos numa piscina, eu, ela, e outros amigos nossos. Mas, só nós interessava. Juntos, alegres, jovens, e ela com a sua beleza, seus olhos postos em mim, com uma felicidade desconhecida, confiante e ingénua, como a menina que é. Eu perdia-me na sua alma, no seu corpo, na sua bondade. Eu, feliz de mim poder tê-la, ser o homem mais amado do mundo e ela a mulher. Os dois olhando-nos, como quem se conhece há uma vida inteira, e no entanto parecia a primeira vez. Era de noite, as poucas luzes que haviam escondiam-nos dos restantes.
Conversámos durante horas, até a pele enrugar. Tanto tempo falámos e tão pouco dissemos, as palavras saiam mas, só de vez em quando. Fitámos os olhos, e parecia que os nossos pensamentos se uniam. O seu cabelo longo, os seus olhos, ai os seus olhos, o sorriso brilhante pérola, tão contente por estar ali. O meu coração batia tão forte, que parecia poder acabar num instante.
Apaixonei-me por ela vezes sem conta, e a cada segundo que passava, imaginava ficar assim com ela até ao fim dos dias. Sozinhos, amando-nos um ao outro, partilhando alegrias, tristezas, vendo as pessoas passar e nossos filhos crescer. E assim já velhinhos, declarar o nosso amor.
A fantasia, a ilusão, o sonho, podem ser tão maravilhosos, e quem sabe tornar-se realidade. Disse-lhe que a amava, e ela riu-se, como se soubesse há muito tempo. Respondeu-me ao ouvido, uma voz suave, doce, e apaixonada: eu também te amo.
Meu coração parou naquele momento, enquanto meu cérebro, processava toda aquela informação, quando voltou a funcionar, beijámo-nos como dois amantes, apaixonados, enamorados. Acabou depressa o sonho, mas a recordação permanece.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Paixões

Sou um homem de paixões. Pronto tenho dito. Encerro o meu caso.

Paixões do passado, do presente, do futuro. Perguntam-se como posso ter uma paixão sobre algo, ou alguém que ainda está para vir, antecipo-me na resposta baseando-me naquilo que já experimentei. Acontece-me sempre, seja uma pessoa que conheço, ou algo que veja na TV, numa montra, no cinema, ou o que ouvi na rádio, uma música por exemplo. Mas as paixões que me marcam mais, são aquelas de valor sentimental pessoal, nada têm a haver com bens, objectos ou outros afins. Sou um apaixonado e admito, tenho paixões de segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos.
Facilmente me esqueço de certas paixões que tive, mas num instante me apaixono outra vez. Ainda no outro dia falei com uma paixão já esquecida, e agora ardo outra vez por ela. Mas as paixões que mais gosto de sentir, são aquelas a que chamamos "de Verão", quando encontramos alguém diferente, que sentimos ser especial, daquelas que nos envolvemos até certo ponto. No meu caso por cobardia minha, é assim, podem chamar-me "rato" se quiserem mas, tenho medo, e não arrisco. Sempre que apontei, falhei, e então passei de um "serial killer" para um verdadeiro "sniper", só disparo se tiver o caminho desimpedido, e tiver a certeza de que aquela é o meu "alvo". A semana passou e eu fui "bombardeado" por uma paixão esquecida, e uma "de Verão" um pouco adormecida. E mais uma vez não "disparei", bem que tentei, mas ocorreram uns certos problemas logísticos.
É quase Natal, e de certa maneira odeio esta época, não tanto pelo frio, mas pelo o que ela me lembra. Traz ao de cima certos sentimentos que tento esconder das minhas paixões. Parece um catalisador, o Natal, faz a chama arder ainda mais, quando estava quase apagada. Mas tudo o que é bom acaba, e uma chama rápida e forte não dura para sempre. Engraçado tudo isto!
A minha memória falha-me naquilo que é o mais banal possível, no entanto, lembro-me de tudo de mal que me aconteceu, e o de bom começa a desaparecer, Freud estava errado. O tempo não cura feridas, o "vírus" Esquecimento apaga tudo aquilo que não deve. As paixões, bem essas ficam, para me lembrar dos erros que cometi e continuo a cometer, não aprendo com eles, e provavelmente nunca hei-de aprender.
Sou um apaixonado por música, filmes, teatro, desporto, tecnologias, livros, escrita e mulheres, no entanto não percebo nada de nenhuma das minhas paixões. Engraçado tudo isto!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Paradise

I'm trying to be a better person. To be a good person, a nice "fella", a kind soul. It's been hard, everyday I fight for what I believe, for what I love, and everytime someone kicks me from my path.
Evil is constantly pulling me down, down to the ground, it stops me from flying on my dreams, and slaps my face over and over again. Destroying my hope bit by bit, killing with its ruined thoughts. I suffer in devil's hands, because God has forsaken me.
Seems like I don't deserve good things, only punishment. Seeking through the valley of darkness, am I, searching for a bright light to come out and save from this tyranny, but she won't come.
I sing a sad song, I'm the main character and the only one in an endless play. There are no good things for me, no happiness, no love.
I'm just waiting for an angel to help me reach the promised sky, those beautiful clouds, the never ending paradise.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Waiting On The World To Change - John Mayer


Me and all my friends
We're all misunderstood
They say we stand for nothing and
There's no way we ever could
Now we see everything is going wrong
With the world and those who lead it
We just feel like we don't have the means
To rise above and beat it

So we keep waiting (waiting)
Waiting on the world to change
We keep on waiting (waiting)
Waiting on the world to change
It’s hard to beat the system
When we're standing at a distance
So we keep waiting (waiting)
Waiting on the world to change

Now if we had the power
To bring our neighbors home from war
They would have never missed a Christmas
No more ribbons on their door
When you trust your television
What you get is what you got
‘Cuz’ when they own the information ooohhh,
They can bend it all they want

So while we're waiting (waiting)
Waiting on the world to change
We keep on waiting (waiting)
Waiting on the world to change
It's not that we don't care
We just know that the fight ain't fair
So we keep waiting (waiting)
Waiting on the world to change

(Guitar solo)

We're still waiting (waiting)
Waiting on the world to change
We keep on waiting (waiting)
Waiting on the world to change
One day our generation
Is gonna rule the population

So we keep on waiting (waiting)
Waiting on the world to change
Know we keep on waiting (waiting)
Waiting on the world to change
we keep on waiting (waiting)
Waiting on the world to change
Waiting on the world to change
Waiting on the world to change
Waiting on the world to change

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Infeliz

Ontem pela primeira vez na minha vida senti-me realmente triste. Acho que foi por ser domingo, nunca faço nada, logo a minha cabeça pensa e não se distrai. Pensa no quão errado ando acerca da vida, o quão estúpido fui e continuo a ser.
Ser burro, ser idiota, ser "cona", desculpem a expressão mas é assim a vida. Tudo o que é mau me acontece. Quando tirei a carta de condução disse para mim: " Sou finalmente um homem", mas agora penso que sou apenas meio-homem, meia-pessoa. Como costumam dizer: "falta a outra cara-metade", a outra meia-alma, a meia-tudo para me fazer inteiro, para me fazer homem.
Já procurei por todo o lado e nada. Quando penso que finalmente "sim", sai no entanto um expressivo e humilhante "não", acompanhado por vezes de "já tenho alguém", uma grande mentira na maioria dos casos, ou então escolhem o sempre original "só quero ser tua amiga".
Se fosse realmente amiga dava-me uma oportunidade para ver se gosta. Como se faz com a comida, "Ah eu não gosto de peixe!!" - "porque dizes isso se nunca provaste?". E por aí fora. Toda uma panóplia de argumentos e razões, uma discussão acesa sobre o aspecto da comida no prato. A mesma se poderia aplicar na vida amorosa. O amor é como a comida tem diferentes aspectos, mas o que interessa é o sabor, mais doce, mais salgado, mais quente, mais frio, delicioso ou intragável.
No entanto as mulheres gostam sempre de afirmar "O interior é que é importante", "Sim a personalidade boa, simpático, carinhoso", mas acabam sempre para o oposto do que dizem (o aspecto afinal conta muito).
Quando erram, e se enganam, vêm sempre chorar no ombro do amigo, o mesmo que as avisou, o mesmo que as conhece demasiado bem, ao ponto de rejeitarem o seu amor.
É fodi** o amor. Capaz de passar despercebido mas quando ataca é sempre fatal. Torna-nos cegos, loucos e estúpidos. Graças a ele ficamos à mercê do alheio, dela, a meia-pessoa, a meia-alma que nos faz falta.
Podem pensar que é estranho, mas acreditem o amor é a coisa mais idiota no mundo e igualmente a mais fantástica que nos atinge a certa altura. Na vida acabamos por ter muitos amores, por um carro, um animal, uma peça de roupa, um objecto, mas o que realmente interessa e por ser assim, só muito dificilmente o encontrarão, é o verdadeiro AMOR por ela.
Assim é o mundo, injusto, ingrato, e para mim tão infeliz quanto eu. Mas quem sou eu para falar sobre isto se nunca o vivi.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Sento-me no chão
Está frio o pão
Liberto da mão
Toda a minha Paixão

Anseio por um dia
Espero uma via
Procuro uma guia
Que me leve da Solidão

Talvez noutra vida
Na próxima ida
Encontre a saída,
do labirinto do Não

Perco-me na escuridão
Sou navio sem capitão
E nesta imensidão
Aguardo o calor de um Coração

terça-feira, 10 de julho de 2007

Andebol de Praia-Edição Pedrogão: Mas que raio se passou???

Não podia estar mais desiludido na vida com uma competição de andebol. Acostumado como estou a certos problemas na organização destes eventos, seria de esperar que não desse muita importância, o problema é que este passou dos limites.
Afirmo categoricamente que foi um escândalo e um "nojo", a edição deste ano do Andebol de Praia do Pedrogão. Peço desculpa a todos os envolvidos na organização, mas é a pura das verdades. Um torneio conhecido a nível nacional pela sua competitividade, espectacularidade, e excelente coordenação de recursos humanos, foi abalado até à última pedra.
2007 é decididamente o ano de viragem em tudo o que eu acreditava sobre eventos desportivos em Leiria. Começando pelos atrasos de 2 horas para se poder dar início à competição em si, indo até à falta de pessoas para trabalhar nos contadores de jogo, mais ainda com a lacuna de equipas em sub-16 femininos, falta de competitividade de equipas nos séniores tanto masculinos como femininos, deu azo a uma diminuição considerável de espectadores, jogadores e outros envolventes de anos anteriores. Cerca de um terço das pessoas do ano passado. Outra questão, demorou cerca de 30 minutos até uma ambulância aparecer para levar uma jogadora que se lesionou na zona do pescoço.
Por tudo isto e outros aspectos relativos a questões de árbitros, considero que o torneio foi o maior fracasso na história do desporto em questão.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Primeira aula de condução

Pois é gente, comecem a ficar em casa porque aqui o Menino, já anda a bombar na estrada. Ontem foi a minha primeira aula de condução, e para aqueles que lêem isto e pensam "deve ter batido logo que ligou o carro", isso é pura especulação. Nervoso como tudo, aguentei a carga e decidi avançar com cuidado e segurança.
Parecendo que não, foi uma viagem tranquila, sem grandes intervenções do instrutor, apenas quando do meio do mato apareceu um camião pronto para entrar na estrada, quase nos abalroou. Mas com reflexos de felino e sangue frio, desviei-me a tempo. Digo-vos que adrenalina que dá conduzir. Assim que acabei a aula, já estava pronto pra outra.
A sensação é demais, e ainda logo na primeira aula fiz inversão de marcha e estacionei, um dia em grande.
Espero muito em breve andar a conduzir por aí a visitar o pessoal amigo, e a conhecer novos sitíos, sim pq depois vou comprar um gps, para poder ir a qualquer lado. HEHEHE

domingo, 1 de julho de 2007

Torneio de Andebol de S.Pedro de Moel

Há já algum tempo que não escrevia aqui no blog, grande parte porque não tenho tido ideias para escrever nem tão grandemente tempo para escrever alguma coisa. Mas agora, finalmente tenho assunto para escrever, e é um grande tema. Mais uma vez, pelo terceiro ano consecutivo, a praia de S. Pedro de Moel do concelho da Marinha Grande recebeu a primeira prova do ano desta competição e desporto que é o campeonato de Andebol de Praia. Este ano a nível regional, com cinco torneios.
Partindo do princípio que tudo seria melhor, e foi, lool, devo desde já, felicitar uma equipa que jogou muito bem tanto no seu escalão, como no escalão superior ao seu. Em sub-16 femininos, e séniores femininos. Parabéns a equipa de Valongo do Vouga. Devo também felicitar as outras equipas pelo belo espectáculo que deram e a maneira como contribuíram para o desporto. Em séniores masculinos a "Liga dos Últimos" recebe os parabéns pelo primeiro lugar obtido, os "Empregados do Comércio" em sub-16 masculinos também pelo 1º lugar.
Continuando, o fim-de-semana foi vivido ao rubro no areal de S.Pedro, e nos bares e discoteca "Snoobar" daquela pacata localidade. Devo dizer que foi um prazer enorme participar neste acontecimento, mesmo na posição de árbitro. Além disso perdi os meus óculos, o que significa que agora tenho de comprar uns novos.
Conheci gente fantástica, reencontrei velhos amigos, fiz novos, e claro meninas lindas, boas jogadoras e muito simpáticas e divertidas. Adorei a experiência, e claro agora que venha o Torneio do Pedrogão

domingo, 6 de maio de 2007

Love is a great bitch

Sonho com o dia em que encontrarei aquela felicidade prometida. Já nada me alegra como antigamente. Mais velho, a cada hora passada, um ano desaparece em memórias. Tão distantes, longínquas na minha mente. Por momentos julgo que me vou perder no abismo existente, que foi nascendo e crescendo no meu interior.

Travo batalhas todos os dias, dentro e fora do corpo. Luto contra a sociedade conformada e geradora de caos, mas no fundo estou lutando comigo.

Não sei o que fazer, que dizer, que procurar, anseio por algo que parece destinado a outro. Batalho arduamente, fraquejo e volto a levantar-me, e nada resulta. Se ao menos ela estivesse comigo. Mas quem é ela? Interrogo-me pois parece que não a conheço, e no entanto sei onde mora, o seu nome, os seus olhos tão brilhantes. Nada sei ao certo, a seu respeito. Parece que ela faz de propósito, cria barreiras de aço, impenetráveis, pelo menos para mim. O amor é fodido. Sem nunca o ter sentido, afirmo sem hesitação. È fodido, não ter coragem para lhe dizer, e sofrer a cada segundo por ela.

Vagueio por cidades que penso conhecer, por pessoas que a todas desconheço, mas que pensam que sabem de mim. As pessoas acreditam que sim, que me conhecem, se soubessem a verdade, não sei, se ela suspeitasse sequer. Acho que ela já descobriu, e por isso faz o que faz, bem demais até, afasta-me, afasta-se, e permanecemos assim demasiado longe um do outro. Acho que isso a faz feliz de alguma maneira, sinto que ela tem medo de algo. Do quê? Essa resposta não a tenho. Lanço teorias para o ar, terá ela medo do que a sociedade pode pensar ou dizer? Pressões destas são comuns nas decisões de jovens como ela e eu. Mas eu há muito que deixei de ligar ao que os outros falam, ou imaginam, apenas ela me interessa.

Ou se calhar ama outro, esta então trespassa-me, qual faca na manteiga. Quase me mata de angústia, medo, tristeza, dor. E liberta em mim sentimentos que nunca procurei- ódio, raiva, morte.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

a Arte de Bem Escrever

Escrevo, e volto a escrever, bem ou mal, isso já não sei. Escrever é uma arte, conseguida na perfeição apenas por poucos génios, que surgem em diferentes eras, com propósitos alternados. Saber escrever bem, é difícil, não se trata de grafia correcta, gramatica certa, mas sim do sentimento, da intenção que se quer dar. É uma missão, um objectivo final. Necessidade de pensar naquilo que se quer dizer, do que se quer mostrar, do que se quer dar a entender. Ao longo dos anos tenho pensado neste assunto, penso na melhor maneira de escrever um livro, uma história que fique na mente das pessoas, que as faça pensar, ou mesmo acreditar, realizar o quão erradas ou certas andam.
Aprender a escrever é trabalho árduo, a mente cansa-se de trabalhar, de matutar, no assunto. Procura a todo custo saber entender-se, descobrir-se. Podem pensar que estou apenas a alucinar, ou que procuro insinuar as pessoas a escrever. Meus amigos nada disso, apenas quero dizer que gosto de escrever, gosto de ler. Vocês façam o que quiserem, mas um conselho, podem aprender muito da vida através deste processo externo e interno.
Compreender o mundo, a sociedade, as pessoas, a mim mesmo. Tudo demasiado complexo e ao mesmo tempo simples, dependendo da abordagem.

Já a algum tempo que n escrevo no blog, era capaz de jurar que me fazia falta fazê-lo. É bom ver que embora tenha quase "desaparecido", n sou de maneira nenhuma esquecido. Faz-me bem sentir esse afecto, e poder retribui-lo. Hoje tive mesmo a sensação de que se desaparecesse da face da terra, alguem iria sentir a falta, alguem iria ficar triste, e n estou a falar da minha família.
Tudo isto é bom. Sentimentos a parte, as aventuras continuam. Hoje tive mais uma, desta feita com o Marco, o gajo das Cortes. Grande amigo, tipo fino e mt porreiro. Conversar, rir, correr e andar de transportes em busca de um pingo doce aberto, é de homem, mas cm companhia assim, entao ainda mais divertido é. O Ivo teve jogo, voltou a perder, mas é dificil jogar contra bofias do tamanho de autocarros, e sem guarda-redes.
A vida é tramada, umas vezes estamos bem, outras bem pior. Sabendo disto, devo dizer a quem ler isto, lutem pelo que acreditam, n sejam conformistas e trabalhem mt. Eu luto por um mundo melhor, por trabalhar, por poder viver.

segunda-feira, 12 de março de 2007

ROUND 2

Pois é, acabam os exames, as orais, tudo. Pelo menos do primeiro semestre. Não se faz nem economia nem analise de dados, essas ficam para setembro. férias nem vê-las. Cerca de menos d 20 horas, para poder descansar. Agora começa o segundo assalto, mais materia, mais disciplinas, mais gente para aturar. Com isto mais chatices. BEm o forrobodo, começa de novo, ao menos isso, para m animar um pouko. Ja cortei o cabelo, mas axo k n, ta frakinho talvez. A vida passa, e eu com ela, mas continuo sem a compreender. pareço o rocky, sinto algo em mim, k tenho d libertar, sinto uma chama k precisa de queimar mais para se extinguir. Vagueio incessantemente por esse cosmos mental, tentando perceber o quê?, porquê?.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Errando por aí

Peço desculpa por apenas postar depois de tanto tempo, se alguém esperava outro post, é a eles que me dirijo. Acabei por ir ver o Rocky Balboa, cm o pessoal, devo dizer-vos que gostei do filme, principalmente devido à sua carga emocional, e aos valores que a ele estão adjacentes, coragem, humildade, e a necessidade de acabar o "trabalho", de desenterrar os males interiores e fumar o cachimbo da paz comigo próprio. Os caros amigos da casa onde vivo, ao Ivo e ao Pedro, e agora tb ao Fernando que passa lá mais tempo do na sua casa. A eles agradeço o facto de me aturarem, sei que sou um tipo dificil de compreender por vezes, mas é pelo que vivi, e pelo que aprendi cm a vida, que hoje sou quem sou. As nossas diversões acabam sempre em "porrada", e a cama do Pedro já n aguenta mt mais, acredito que a senhoria ainda nos expulsa de casa, mas tb cm uma renda dakelas ela k n espere grande coisa de nós. loool. Mudando de assunto. Quero deixar algo escrito msm antes de abrir a página desta postagem que é o seguinte.

Estou sentado à beira da minha secretária, a olhar para o computador, ouvindo Eric Clapton-Wonderful Tonight, e Michael Bublé-Home. Vagueio pelo universo que é a minha mente. É escuro, silencioso, errando pelo espaço desconhecido, interrogo-me como vai ser daqui em diante. Tenho 18 anos, passados em sofrimento e alegria, que estão agora deixados ao acaso no mundo. Tempo suficiente para ver e compreender que sem esforço, vontade, e trabalho não vou a lado nenhum na vida restante.
Hoje estive o dia todo em casa sem fazer nada, vendo notícias na net, os programas da MTV, ao "Dia D" da Sic Notícias cm o Marques Mendes, pensando no amanhã, próximo e longínquo, no de ir ao Dia de Defesa Nacional sofrer uma lavagem cerebral grátis, e na lavagem que a sociedade me dá e continuará a dar até ao fim, que ainda por cima pago. Pergunto-me se o que faço é por livre vontade, ou apenas uma influência subliminar dessa sociedade que acaba por nos atormentar.
Recuo aos meus tempos de secundário, recordo os meus amigos e amigas que deixei, lembro-me como se fosse ontem, as nossas aventuras, discussões, os nossos jogos por vezes excêntricos. No que elas pensavam, e eles diziam, o que nós fazíamos. Revivo nas minhas memórias o prazer de representar, cantar, falar. E agora só faço o falar, e mesmo esse é pouco. Sinto-me por vezes esquecido, sufocado, preso no meu mundo privado. Podem pensar que sou doido, mas no fundo não somos todos?
No secundário não tinhas esta sensação, todos perguntavam por mim quando não aparecia, o que tinha feito de novo, todos me davam os parabéns pelos meus desempenhos na representação, e na actuação. Sinto falta do medo inicial, antes de entrar em palco, do público, e a adrenalina seguinte assim que dava o primeiro passo nele (palco), fosse para o que fosse, ver os olhos das pessoas a brilhar, ao verem-me a mim, com os meus colegas e amigos da representação, ou os músicos. Pode-se dizer que sinto falta da importância que me davam e da ribalta. É disso que mais sinto falta, é isso que quero, e preciso.